A seção de estilo do jornal britânico Sunday Times voltou suas atenções novamente para a clubland esta semana, jogando o house progressivo para baixo em sua seção de tendências “Going Up/Going Down” (subindo / descendo). “House Progressivo - morte na pista de dança”, era intitulado o texto (numa ilusão à famosa expressão inglesa “murder on the dance floor”). “Essa música está nos matando de tédio”, acusou a volúvel seção do jornal.
Paolo Mojo, DJ de prog, não achou a nota antipática - ele até concorda! “Na real eu realmente faço coro ao que o jornal disse”, opina. “Só é uma surpresa que eles levaram cinco anos para perceber isso. Me dê algo com funk, com soul, com verdadeira energia underground, por favor!”, pede o músico. “Se eu nunca mais escutar pads filtrados ou notas de bass abafados, eu sobreviveria feliz. Waap, waap, waap, waap, ah, que f*dam-se esses cretinos!”, ele amaldiçoa.
Danny Howells, nome um pouco mais famoso do gênero, arma seu próprio fogo amigo, dizendo que “sim, há muito prog chato por aà no momento; a maioria vem de selos como Perlon e M-nus. É uma música que não faz nada e segue assim eternamente, se você quer saber mesmo minha opinião.”
“Mas há toneladas de bom prog sendo lançado em selos como Buzzin’ Fly, Freerange e Simple. Só que algumas dessas músicas talvez não dê para chamar de prog”, alivia o inglês, que não se importa em ser rotulado como DJ de house progressivo, sinalizando apenas que “essa associação com o prog me deu um renome que eu nunca poderia ter sonhado; paga minhas contas e me faz feliz. Então ficar infeliz com tal associação seria um pouco estúpido, não?”, questiona, muito franco, rebatendo as crÃticas da imprensa. “E mais, o prog sempre foi algo que esteve na mira dos jornalistas, esses caras que são dez vezes mais malas do que qualquer disco de prog chato.”
MINIMAL NEO-TRANCE
O über DJ Sasha participou desta polêmica prog ano passado, numa hilária entrevista à revista DJ Magazine, em que acusava vários produtores de minimal de se especializar em “trance histérico.”
“Fui a festas em que se esperava que os DJs tocariam minimal, mas tudo que ouvi foi uma direção para o house progressivo e o trance” ele reclamou, sinalizando que “muito do minimal techno é música de pessoas acomodadas, que não sabem para onde rumar.”
Fonte: RRAURL.com

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